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Ações de resposta a desastres climáticos, governo digital e IA do município do Rio têm R$ 117 mi do BNDES

Aporte do banco público corresponde a 90% do montante do projeto

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 117 milhões para ações de resposta a desastres, governo digital e gestão urbana inteligente com uso de inteligência artificial (IA) do Município do Rio de Janeiro. O apoio do Banco corresponde a 90% do investimento total do projeto, de R$ 130 milhões.

O anúncio do apoio do BNDES à prefeitura carioca foi feito pelo presidente do Banco, Aloizio Mercadante, nesta segunda-feira, 27, em evento de lançamento do documento “Prática Recomendada ABNT PR 1021 – Centro de Operações de Cidade — Implementação”, que estabelece diretrizes para a criação de centros de operações de cidades. O objetivo é reduzir a complexidade da gestão, aumentar a eficiência e aprimorar a tomada de decisões pelos órgãos públicos em cenários que possam causar riscos ou danos às regiões. Participaram do encontro, no Centro de Operações e Resiliência (COR Rio), o prefeito Eduardo Paes, o chefe-executivo do COR, Marcus Belchior, e o presidente da ABNT, Mário Wiliam Esper.

Os recursos do Banco, por meio da linha BNDES PMAT, serão aplicados em quatro eixos principais: Administração Fazendária, Infraestrutura de TI e de Conectividade, Governo Digital e Cidade Inteligente.

Entre as entregas previstas, estão o plano de transformação digital dos órgãos municipais; uma nova plataforma integrada de governo digital da cidade; um plano diretor de tecnologias da cidade inteligente; a otimização semafórica (telegestão e sensores); o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) no Centro de Operações e Resiliência (COR Rio) com a criação do chamado “gêmeo digital” da cidade – uma representação virtual de cenários urbanos reais para o enfrentamento de crises e desenvolvimento de políticas públicas em territórios de vulnerabilidade climática.

Pelo caráter de gestão integrada e de serviços digitais do projeto, estima-se que, até 2028, sejam gerados benefícios para toda a população do município, especialmente para populações vulneráveis, vivendo em áreas de risco de enchentes ou deslizamentos.

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Presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (esq.),  prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (c.), presidente da ABNT, Mário Wiliam Esper (dir.)

“Estamos abrindo um capítulo muito promissor: vamos levar esta experiência do Centro de Operações do Rio (COR) para outras grandes cidades do Brasil. O BNDES pretende pegar essa experiência e transformar isso em um produto, em um projeto que possa financiar e levar essa cultura, esse instrumento para que a gente não viva tragédias como essa [do Rio Grande do Sul] e se antecipe para mitigar, adaptar, porque as cidades vão ter que ser repensadas na forma da sua reurbanização”. Segundo ele, serão investidos R$ 24 milhões no COR e R$ 5 milhões para uma rede de semáforos inteligentes, “o que reduzirá a emissão de gases estufas, além de melhorar a qualidade de vida com as pessoas chegando mais cedo em casa”.

Para Eduardo Paes, a presença do BNDES no Rio de Janeiro é motivo de orgulho. “Lá a gente tem quadros muito qualificados. Não são poucas as parcerias da prefeitura com os técnicos do Banco na formulação de políticas públicas. O BNDES é o nosso grande parceiro na revitalização do Centro do Rio de Janeiro, por exemplo”.

O projeto financiado pelo BNDES anunciado hoje eleva o Centro de Operações e Resiliência (COR) da cidade do Rio à posição de fronteira tecnológica e contribui para melhorar serviços públicos, planejamento e resposta em contexto de crise e desastres climáticos. O equipamento, que já é referência internacional em centro de operação para resiliência urbana, poderá ser reproduzido em outras cidades brasileiras.

Alinhamento com políticas públicas – O projeto contribui para o atingimento de objetivos de diferentes políticas públicas federais, como a Carta Brasileira para Cidades Inteligentes; a Política Nacional de Modernização do Estado (Moderniza Brasil); a Estratégia de Governo Digital (EGD); e a Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC – Compromisso de redução de emissões de gases de efeito estufa).

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