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Angola quer fortalecer seu ecossistema de inovação e parceria com o Brasil pode ajudar

Orla de Luanda, em Angola. Crédito: Creative Commons/Wikipedia

Diretora do Founder Institute Luanda, Haymée Pérez Cogle participou do Encontros com Tecnologia e falou sobre iniciativas que dão apoio às startups angolanas

Um país que ainda se esforça para superar as mazelas do colonialismo e da guerra civil pós-independência aposta agora na inovação como uma alavanca para seu desenvolvimento. É o caso de Angola, no Oeste da África, que está estruturando e fortalecendo seu ecossistema de startups. Esse quadro foi apresentado pela empreendedora Haymée Pérez Cogle, que participou do Encontros com Tecnologia de agosto.

Diretora do Founder Institute Luanda, ela apresentou em sua palestra um panorama do ecossistema de empreendedorismo e inovação de Angola. Lamentavelmente, como no Brasil, a grande maioria dos negócios que surgem no país africano não vingam e acabam fechando em poucos anos. Mas há iniciativas sendo tomadas para possibilitar uma sobrevivência mais duradoura para as empresas iniciantes, de forma a estimular também a criação de empregos de qualidade e combater um dos problemas centrais, que é o desemprego entre os jovens.

O instituto conseguiu mapear a atuação de 125 startups ativas no país africano. Dessas, 22 estão recebendo seu apoio. São basicamente negócios que apresentam soluções de mobilidade, comércio eletrônico, entre outras atividades ligadas à transição digital. Um dos benefícios que esses empreendedores recebem ao aderirem à instituição é a mentoria para seus negócios, o que tende a torná-los mais bem preparados e perenes. Mas o país ainda precisa avançar no apoio às startups.

“Faltam aceleradoras, incubadoras, espaços de coworking, mais especialização e apoio de mentores, assim como conexão internacional, e por isso a oportunidade de nos conectarmos com o Brasil é tão importante”, disse a palestrante.

Angola ainda é considerado um país de baixa renda per capita, mas tem grande potencial de crescimento. Além de conexões internacionais, o instituto procura soluções internas para o estímulo ao ecossistema local e uma lei específica para as startups está sendo elaborada nesse sentido. O apoio das universidades locais é outra articulação que está sendo feita, pois a maioria ainda não estruturou incubadoras de empresas que possam funcionar como base para os empreendedores iniciantes.

“Transformar ideias em startups que possam atrair investimentos e se transformar em negócios globais. Esse é nosso propósito”, contou Haymée.

A conselheira vitalícia do Clube e organizadora do Encontros Fátima Sobral Fernandes ressaltou que vínculos históricos e o fato de ter o mesmo idioma que o Brasil tornam as parcerias com o país africano muito oportunas.

“Parcerias bem estabelecidas poderiam ser muito enriquecedoras tanto para o Brasil quanto para Angola. Temos muito a trocar e aprender juntos e a criar soluções que caibam nas nossas economias e que resolvam os problemas que nós enfrentamos de diversas ordens”, afirmou a conselheira.

Para assistir à íntegra do programa, acesse:

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