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Cibersegurança ganha cada vez mais relevância para empresas e pessoas físicas

Crédito: Creative Commons

Ameaças estão ficando mais sofisticadas e exigem cuidados técnicos e comportamentais por parte de grandes corporações e cidadãos comuns, segundo especialista que participou do Encontros com Tecnologia

A segurança de dados é uma preocupação cada vez maior não só para grandes empresas como para pessoas comuns. Para dar orientações contra invasões, golpes e todo tipo de ataque a sistemas e a informações sensíveis, o Encontros com Tecnologia trouxe a especialista Andréa Thomé. Ela falou sobre boas práticas já consolidadas no mundo corporativo que ajudam a reduzir os riscos de violações e também diretrizes que são aconselháveis para todos que de uma forma ou de outra estão conectado ao espaço cibernético. O que tornou sua palestra mais surpreendente foi que grande parte das medidas não depende de recursos tecnológicos caros, mas de cuidados comportamentais.

Andréa Thomé atuou como diretora de soluções de cibersegurança em diversas organizações e atualmente é líder o Capítulo Brasileiro da WOMCY – LATAM Women in Cybersecurity. Além de uma larga experiência com o tema, ela mostrou diversas pesquisas que tratam das ameaças e das preocupações de organizações no mundo todo com o assunto. Numa era em que os usuários comuns da internet são constantemente tentados e até chegam a cair em golpes, percebe-se uma vulnerabilidade generalizada que precisa ser bem cuidada.

A especialista contou que um dos principais fatores de motivação dos ataques de hackers, como os invasores normalmente são chamados, ocorrem com o objetivo de lucro com a venda no mercado negro de dados de clientes de empresas. Desde lista de e-mails, informações pessoais até dados de cartões de crédito são comercializados ilegalmente. No entanto, as razões podem ser variadas, como espionagem industrial ou mesmo vingança, sem contar a motivação política.

“Cuidar da proteção de dados significa se preocupar com todos os envolvidos, fornecedores, clientes, funcionários, todos os atores. As ameaças não partem só de hackers, mas podem vir de um fornecedor com acesso indevido, concorrentes, funcionários e terceiros. Não podemos facilitar a vida dos atacantes”, alertou a especialista.

A palestra também foi enriquecida com comentários e perguntas do público, que demonstrou grande interesse na segurança dentro do próprio lar. Segundo Andréa Thomé quanto maior o número de dispositivos conectados à internet dentro de casa, maior é o risco de ataques e golpes. Isso não significa que a humanidade deve voltar aos tempos analógicos, mas ter consciência de que toda essa conectividade tem um preço. A atenção com senhas e com mecanismos de verificação é fundamental na gestão até das redes sociais pessoais.

Ao mesmo tempo em que geram prejuízo, os ataques também podem ajudar no desenvolvimento tecnológico e na empregabilidade. Há um campo profissional promissor para quem se especializa no assunto o Brasil tem quase 700 mil profissionais voltados para essa atividade, mas precisaria ainda de um aumento de cerca de 50% nesse contingente. Vale a pena conhecer melhor a matéria e para assista à íntegra da palestra no vídeo.

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