Fundação COPPETEC completa 30 anos de apoio a projetos de pesquisa

Entidade dobrou sua receita nos últimos oito anos, comprovando a eficiência de seu modelo

A Fundação COPPETEC está celebrando 30 anos de apoio à pesquisa. Desde 1993, a entidade já foi responsável pela gestão de milhares de projetos e vem ampliando sua atuação. Apesar de ainda estar vinculada à COPPE/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia), também atua junto a 46 unidades da universidade federal.
A Fundação foi criada em substituição à antiga COPPETEC, que funcionou desde 1970 como um departamento da COPPE. No entanto, já nos anos 1990 havia a necessidade de dar uma maior flexibilidade à gestão dos projetos, o que era dificultado em um órgão da administração pública. Por isso, ela surgiu como ente privado sem fins lucrativos, podendo realizar contratações de forma mais ágil. Atualmente, já é a 5ª maior importadora de bens e insumos para pesquisa, entre 180 entidades credenciadas pelo CNPq.
Um sinal do sucesso da iniciativa foi uma pesquisa realizada junto a mais de 450 usuários, que mostrou que mais de 80% deles consideram o atendimento excelente ou bom. Outro balanço positivo foi o aumento da receita da Fundação em 100% nos últimos oito anos. Em 20 anos, o montante aumento em cinco vezes. Desde sua criação, em 1970, a COPPETEC já administrou mais de 13 mil contratos.
O diretor-executivo da COPPETEC, Fernando Peregrino, ressalta que a Fundação serviu de referência e inspiração para várias entidades do gênero, que hoje atuam no apoio a projetos de pesquisa, principalmente de universidades públicas. Grande parte delas está congregada no CONFIES (Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica), que reúne 96 instituições. Apesar do viés tecnológico e da forte participação de iniciativas ligadas à indústria petrolífera, a Fundação também apoia projetos ligados às Ciências Biomédicas e Humanas.
“Na época em que a Fundação surgiu, havia muitas reclamações da comunidade científica com relação à burocracia para a realização de projetos de pesquisa diante da enorme burocracia do setor público. Por sua personalidade jurídica, ela consegue desempenhar esse papel fundamental de apoio com maior flexibilidade e agilidade”, explica Peregrino.

60 anos da COPPE

No início deste mês de março, a própria COPPE/UFRJ também está em celebração, comemorando 60 anos de existência. Em 1963, poucos dias após a celebração do carnaval, foi realizada a primeira aula do curso de mestrado em Engenharia Química da UFRJ, o começo de uma trajetória de sucesso em ensino, pesquisa e extensão que culminou na criação do órgão, um dos maiores centros de ensino e pesquisa em Engenharia da América Latina.
Apoiada em três pilares – excelência acadêmica, dedicação exclusiva de professores e alunos e aproximação com a sociedade –, a COPPE é a instituição brasileira de Engenharia com o maior número de notas máximas concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Dez de seus 13 cursos de pós-graduação obtiveram conceitos de excelência internacional (6 e 7), atribuídos a cursos com desempenho equivalente aos dos mais importantes centros de ensino e pesquisa do mundo, na última Avaliação Quadrienal (2017-2020) da Capes.
A Coppe possui o maior complexo laboratorial de engenharia da América Latina, com mais de cem instalações de alto nível, foi pioneira na aproximação da academia com a sociedade, transformando conhecimento em riqueza para o país. Por meio de contratos e convênios com empresas, governos e entidades não governamentais administrados pela Fundação COPPETEC, o conhecimento acumulado é diretamente posto a serviço do desenvolvimento econômico, tecnológico e social do país.
Desde 1994, a instituição mantém a Incubadora de Empresas, que já favoreceu a entrada de mais de uma centena de serviços e produtos inovadores no mercado. Estimulou a criação do Parque Tecnológico da UFRJ, sediado na Cidade Universitária, que reúne centros de pesquisa de grandes empresas e vários laboratórios da Coppe, entre eles o LabOceano, inaugurado em 2003, e, à ocasião, detentor do maior tanque de ensaios para águas profundas no mundo.
Também foi pioneira ao colocar a Engenharia e suas tecnologias a serviço do combate à pobreza e às desigualdades sociais, com a criação, em 1995, da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, responsável pela capacitação e pela graduação de mais de cem cooperativas.

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