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Editorial: A cor floral não é tão simples quanto parecia

A cor floral não é tão simples quanto parecia

Marcio Girão
Uma das principais questões que os biólogos continuam a investigar é como a evolução prossegue. Especificamente, quais são os mecanismos genéticos que controlam a mudança fenotípica, e as mutações responsáveis ​​por essas mudanças são sempre semelhantes ou diferentes? Essas questões se tornam mais convincentes ao prever mecanismos genéticos para evolução paralela ou convergente: os mesmos fenótipos são sempre induzidos por alterações genéticas idênticas ou existem rotas diferentes para o mesmo fenótipo?
A cor floral é um fenótipo ideal para estudar essas questões porque é uma característica amplamente distribuída, muitas vezes com um papel essencial na divergência reprodutiva. Ao dissecar os mecanismos genéticos de ganhos, perdas e mudanças de cores florais, os pesquisadores estabeleceram um punhado de sistemas altamente tratáveis ​​para o estudo da cor floral, incluindo Petunia ( 1 , 2 ), Antirrhinum ( 3 ), Phlox ( 4 ), Penstemon ( 5 ), Ipomoea ( 6 ) e Mimulus ( 7 ).
Nas últimas duas décadas, pesquisadores conseguiram investigar os mecanismos genéticos das mudanças de cor floral com técnicas mais quantitativas de identificação dos genes e proteínas responsáveis, analisando a expressão gênica e a identificação genética molecular de genes candidatos. Isso reformulou a classificação de mutações causais ou contribuintes em mutações cis ou trans-regulatórias e de ganho ou perda de função. Com o advento de sequenciamento de genoma mais acessível e tecnologia de alto rendimento, a avaliação de redes genéticas suspeitas e potenciais alvos de mutação para mecanismos genéticos como a cor floral é realista e onde o sistema Mimulus (monkeyflower) se destacou ( Fig. 1). A evolução da cor floral não é tão “simples” como se pensava originalmente, apesar das transições fenotípicas enganosamente simples entre cores ou ganhos e perdas.
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SOBRE O AUTOR

Marcio Girão

Marcio Girão

Bio: Possui graduação e pós-graduação em Engenharia Civil pela USP-São Carlos. Atualmente é empresário, Vice-Presidente da Confederação de Tecnologia da Informação e Comunicação - CONTIC e Presidente do Clube de Engenharia.

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