Editorial: Mobilidade humana

Mobilidade humana

Diretoria

Mais um número de nossa Clube de Engenharia em Revista, agora com o número 3, confirmando cada vez mais sua pluralidade na abordagem dos temas da engenharia, tanto regionais, nacionais e até mesmo internacionais. As preocupações manifestadas nas diversas instâncias do Clube estão aqui representadas, discutidas e com manifestações na busca do desenvolvimento harmonioso e soberano de nosso país. Juntamente com o portal, redes sociais e a newsletter Engenharia em Pauta, levamos matérias de interesse a um público cada vez maior. Nosso objetivo é mantermos o Clube como referência em assuntos da engenharia, tanto na discussão técnica como na implementação de ações e políticas públicas que alavanquem nosso crescimento.

Em discussões realizadas dentro do Conselho Diretor, foram manifestadas preocupações com o ocorrido processo de privatização da Eletrobrás, que praticamente retirou a capacidade do Estado brasileiro de influir nas importantes decisões sobre o controle da matriz energética do país, e sobre o seu mais importante insumo, suas águas. O Clube estará promovendo esforços no sentido de esclarecimento das possíveis alternativas de melhoria deste cenário, bem como de uma atuação política que suporte as mudanças a serem propostas.

A mobilidade urbana tem cada vez mais ocupado o noticiário nacional no encaminhamento de propostas que possam dar maior comodidade e conforto aos usuários. Também no Conselho Diretor as discussões em torno de sugestões de aprimoramento do modelo de transporte público  têm acontecido e que podem vir a se tornar uma realidade no relacionamento de prestadores de serviço, governos e sociedade.

Ainda no campo de temas nacionavis, outra grande preocupação reside na nova recuperação judicial da operadora de telecomunicações Oi, que presta serviços em todo o território nacional. Em seguida a uma encerrada recuperação judicial, a empresa voltou a solicitar uma segunda recuperação, após acumular novas dívidas de cerca de R$ 43 bilhões Parece claro, que o distanciamento governamental havido no transcorrer da primeira recuperação, não deva se repetir, e que o novo governo, que mantém a Oi sob concessão de um serviço público, se aproxime da questão, pelos reflexos nacionais de uma eventual interrupção dos serviços. 

Como temos visto ultimamente, a disseminação indiscriminada do ensino da engenharia na modalidade à distância (EAD), nos coloca em mais um dilema: democratização do acesso versus precarização do ensino. É uma discussão ampla que envolve entidades como Ministério da Educação, o Confea-Creas e as próprias instituições de ensino. Com o advento da pandemia houve um aumento acelerado das possibilidades de recursos que viabilizaram este tipo de instrução.  A realidade do mercado mostra uma flexibilização no reconhecimento desses cursos tanto pelo MEC como pelos Creas. No entanto, o rigor no balanceamento adequado das cadeiras com necessidades presenciais deve ser exigido e fiscalizado.   

No campo internacional, desenham-se iniciativas de conter a atuação das chamadas Big Techs,  não só em termos de seguir regulamentações específicas em países onde atuam, mas também de contribuírem de alguma forma para a construção da infraestrutura que utilizam. Vários países do mundo discutem a questão, notadamente na Europa, o que pode determinar um “efeito dominó” no resto do mundo. Por aqui, algumas entidades, também já manifestam suas posições na busca de um entendimento que determine a forma de atuação de um dos maiores segmentos de negócio atualmente no mundo. O Clube tem acompanhado essas discussões, se juntando a entidades da sociedade civil, e dentro do seu espectro de atuação no Comitê Gestor de Internet no Brasil.

Leiam e interajam conosco para a melhoria contínua de nossos veículos de divulgação!

A Diretoria   

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Bio: Diretoria do Clube de Engenharia.

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