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Em 12 anos, Rio perde 109 mil habitantes, segundo Censo do IBGE

Segundo o resultado, população brasileira cresceu 6,5% e atingiu 203,1 milhões de pessoas

As primeiras informações populacionais do Censo 2022, divulgadas nesta quarta-feira (28/04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram uma queda surpreendente na população de grandes cidades brasileiras. Entre as capitais que perderam moradores com relação ao Censo de 2010 está o Rio de Janeiro, que no início da década passada tinha 6.320.446 habitantes e em 2022 passou a ter 6.211.423 moradores, ou seja, uma redução de 1,7% ou de 109 mil pessoas. No cômputo geral, a população brasileira cresceu 6,5% no período, atingindo o número de 203,1 milhões.

Salvador (BA) foi a capital que teve a queda populacional mais expressiva, com redução de 9,6% no número de habitantes, que passaram de 2.675.656 para 2.418.005. Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Belém (PA) foram outras capitais que também sofreram perda de moradores no período entre os dois últimos censos.

Em 1º de agosto de 2022, data de referência do Censo, o Brasil tinha 203.062.512 habitantes. Desde 2010, quando foi realizado o Censo Demográfico anterior, a população do país cresceu 6,5%, ou 12.306.713 pessoas a mais. Isso resulta em uma taxa de crescimento anual de 0,52%, a menor já observada desde o início da série histórica iniciada em 1872, ano da primeira operação censitária do país. Os dados são dos primeiros resultados do Censo Demográfico de 2022, divulgados hoje (28) pelo IBGE.

Nos 150 anos que separam a primeira operação censitária da última, o Brasil aumentou a sua população em mais de 20 vezes: ao todo, um acréscimo de 193,1 milhões de habitantes. O maior crescimento, em números absolutos, foi registrado entre as décadas de 70 e 80, quando houve uma adição de 27,8 milhões de pessoas. Mas a série histórica do Censo mostra que a média anual de crescimento vem diminuindo desde a década de 60. “Em 2022, a taxa de crescimento anual foi reduzida para menos da metade do que era em 2010 (1,17%)”, afirma o coordenador técnico do Censo, Luciano Duarte.

O Sudeste continua sendo a região mais populosa do país, atingindo, em 2022, 84,8 milhões de habitantes. Esse contingente representava 41,8% da população brasileira. Já o Nordeste, onde viviam 54,6 milhões de pessoas, respondia por 26,9% dos habitantes do país. As duas regiões foram as que tiveram a menor taxa de crescimento anual desde o Censo 2010: enquanto a população do Nordeste registrou uma taxa crescimento anual de 0,24%, a do Sudeste foi de 0,45%.

Por outro lado, o Norte era a segunda região menos populosa, com 17,3 milhões de habitantes, representando 8,5% dos residentes do país. Essa participação da região vem crescendo sucessivamente nas últimas décadas. A taxa crescimento anual foi de 0,75%, a segunda maior entre as regiões, mas bem inferior àquela apresentada no período intercensitário anterior (2000/2010), quando esse percentual era de 2,09%. Isso significa que, embora a população continue aumentando, o ritmo de crescimento do número de habitantes do Norte é menor em relação à década anterior.

A taxa de crescimento anual do Norte, frente aos dados de 2010, só foi menor do que a do Centro-Oeste (1,23%), região que chegou a 16,3 milhões de habitantes, o menor contingente entre as regiões. Isso significa um aumento de 15,8% em 12 anos. O Sul, que concentrava 14,7% dos habitantes do país, aumentou seu contingente populacional em 9,3% no mesmo período, alcançando 29,9 milhões de pessoas

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