Clube de Engenharia
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Fernando Uchôa destaca caráter democrático do Clube de Engenharia

Ex-presidente da entidade participa do projeto Memória Oral e conta sua experiência de associado e dirigente, com participação em intensos debates técnicos e políticos

A abertura política no fim dos anos 1970 e a redemocratização do Brasil na década seguinte proporcionaram ao país uma grande transformação política e cultural e o Clube de Engenharia participou ativamente desse processo. A vitória da democracia presenteou a entidade com uma leva de jovens associados, que se sentiram mais encorajados de participar das discussões sobre os rumos da nação. Entre esses sócios estava o engenheiro civil Fenando Uchôa, que chegou a ocupar o cargo de presidente entre 1991 e 1994. Sua experiência de vida e sua participação no Clube foram contadas em depoimento ao projeto Memória Oral, que já está disponível no YouTube.

Uchôa, que atualmente é conselheiro vitalício do Clube, conhece a história da entidade a fundo e falou sobre os primórdios da associação, que teve papel fundamental na valorização da função da Engenharia para o desenvolvimento do Brasil. No entanto, ele só de fato se associou em 1979, quando o abertura política deu maior esperança aos brasileiros.

O conselheiro contou que era intensa na época a procura de profissionais por conhecimento técnico e por isso a atuação na Divisão Técnica de Estruturas (DES) foi gratificante. Sua experiência foi compartilhada, mas o que mais o motivou com o tempo foram as discussões políticas, tanto internas quanto externas. Ele participou ativamente da reforma do Estatuto e atuou nas campanhas eleitorais da entidade.

Uchôa contou como foi a participação do Clube no Movimento pela Ética na Política durante o governo Collor, que resultou no impeachment do ex-presidente no início dos anos 1990. Coincidiu com o período em que ocupou o cargo de presidente da entidade (1991-1994). Fez até discurso em manifestação dos “caras-pintadas”, como eram chamados os estudantes que participavam de passeatas e comícios na época.

“Uma coisa que me marcou muito que o Clube conseguia fazer e que consegue ainda hoje, que é o fato de reunir diversas tendências de pensamento que se juntavam para discutir ações em favor da Engenharia. É exatamente o papel de uma entidade da sociedade civil, que está muito longe de um partido político, permitindo que contrários se encontrassem. Pessoas de pensamento diferentes formulavam políticas”, ressalta Uchôa.

Segundo ele, esse papel que o Clube desempenhou ao longo da história gerou avanços nas políticas públicas, ajudou no aprimoramento da Engenharia e provocou soluções técnicas inovadoras. Um exemplo foi o reforço estrutural que diminuiu a vibração do estádio do Maracanã durante os dias de jogo. Deu mais segurança e alívio para as torcidas de todos os times.

Aos 71 anos, Uchôa é professor aposentado da Escola Politécnica da UFRJ e se define como um otimista. Ele defende uma inserção nova do Clube nas discussões nacionais, contribuindo para o futuro do país. O depoimento pode ser visto no YouTube e um resumo de toda a séria do Memória Oral está disponível na revista Projetos Especiais.

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