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Finep realiza seminário para contribuir com formulação de estratégias para o setor de ciência, tecnologia e inovação

Crédito: kkolosov/Pixabay

Série intitulada “Neoindustrialização em novas bases e apoio à Inovação nas empresas” reúne especialistas como o intuito de traçar bases para a elaboração de políticas nacionais

Apesar do atraso nos últimos anos na elaboração de políticas de fomento à ciência e à tecnologia, o país tem pela frente uma oportunidade única de acelerar o passo do desenvolvimento rumando por trilhas promissoras que estão despontando nessas áreas. É o caso da Indústria 4.0, da transição energética, da biotecnologia, entre outras tendências que podem alavancar o processo de neoindustrialização do Brasil. Uma contribuição importante para esse escalada está sendo dada pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que está realizando uma série de Seminários Temáticos com a finalidade de consolidar propostas que orientem as decisões estratégicas no setor.

O próximo encontro da série intitulada “Neoindustrialização em novas bases e apoio à Inovação nas empresas” tem como tema a Transição Energética. Marcado para o dia 16 deste mês, na sede da empresa pública, no Rio de Janeiro, o evento tem previsão de receber o diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim; Segen Estefen, Diretor-Geral da Associação Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO); Newton Hamatsu, superintendente de Inovação da FINEP; Elias Ramos, diretor de Inovação da FINEP; e Michelle Hallak, do Florence School of Regulation (FSR). A expectativa é que repita o sucesso do primeiro encontro, que teve como tema “Biotecnologias e nova indústria”, reunindo especialistas que falaram sobre os arranjos necessários para o fortalecimento do complexo industrial da saúde no Brasil. Sempre às terças-feiras, os eventos abordarão outros pilares da neoindustrialização, como a descarbonização na indústria, a inteligência artificial, a bioeconomia, a base industrial da Defesa e de Segurança, o financiamento da inovação, minerais estratégicos, a conexão entre universidade e indústria, o fortalecimento do Estado e segurança alimentar.

 Os resultados dos encontros servirão como subsídio para a 5ª CNCTI – Conferência Nacional de CT&I, que acontece, em junho de 2024, em Brasília.

“A última vez que houve a elaboração de diretrizes para estratégias nacionais de ciência e tecnologia foi em 2010. Por isso, essas discussões temáticas são tão importantes, para que os experts e a sociedade em geral seja ouvida para a eleboração de um projeto construído de baixo para cima. Precisamos construir um projeto nacional de desenvolvimento que ajudará a erguer uma nova economia baseada na sustentabilidade, em bons empregos e na soberania”, explicou o coordenador do ciclo, Fernando Peregrino.

Finep realiza seminário para contribuir com formulação de estratégias para o setor de ciência, tecnologia e inovação neoindustrializacao1

O evento de dezembro reuniu o presidente da FINEP, Celso Pansera; o Coordenador Adjunto da 5ª Conferência, Anderson Gomes; o Diretor de Inovação da CNI/MEI, Jefferson Gomes; o Diretor de Inovação do BNDES, José Luis Gordon; a Secretária Executiva do CNDI – Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, Verena Barros; a presidente da Academia Brasileira de Ciências, Helena Nader; o presidente do Sebrae nacional, Décio Lima, o presidente da ABIPTI, Paulo Foina; a representante da ANPEI, Simone Saraiva e o professor da PUC-RS, Adão Villaverde, além do Coordenador do Seminário, Fernando Peregrino, Chefe de Gabinete da FINEP.

O tema da 5ª Conferência será “Ciência, Tecnologia e Inovação para um Brasil justo, sustentável e desenvolvido”. Serão analisados os programas e planos de CT&I no período 2016-2023 e seus resultados de forma a se formular recomendações para a elaboração da ENCTI – Estratégia Nacional de CT&I para o período 2024-2030.

Entre as recomendações feitas no primeiro encontro sobre biotecnologias para a indústria,  figuraram o mapeamento de toda a cadeia de pesquisa e produção de novos fármacos, de modo a promover uma atuação integrada sobre todo o processo; o financiamento de uma infraestrutura para pesquisa de última geração, para tornar o salto tecnológico uma realidade; a contemplação de alternativas para as compras públicas de produtos e processos na área de saúde; a definição de foco nos investimentos em P&D; a promoção de fluxo contínuo de projetos reembolsáveis; e a capacitação de mão de obra adequada à tecnologia implantada na produção de fármacos.

Para o presidente da FINEP, Celso Pansera, a instituição cumpre um papel importante com a realização do seminário. “Quando recebemos a tarefa de organizar o debate sobre neoindustrialização, nos enchemos de alegria, mas também de responsabilidade. E o Peregrino é muito diligente, conhece muito bem o sistema e assumiu a tarefa entregando essa boa programação para esse grande seminário” disse e concluiu, lembrando as dificuldades que a FINEP atravessou em anos recentes “É um orgulho ver que a FINEP, que esteve, num passado próximo, ameaçada, hoje ressurge, sediando um fórum como esse, com toda a sua potência e importância”, declarou Pansera durante a abertura.

Veja aqui o calendário dos encontros.

Assista aqui à abertura do seminário:

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