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FPT Industrial, MAHLE e universidades firmam parceria para desenvolver motor F1C movido a etanol e biometano

Motor a diesel será adaptado e testado para uso de biocombustíveis e hidrogênio verde, a partir de parceria entre empresas privadas e UNIFEI, UNESP e a UFPA

Foi anunciada recentemente uma parceria entre duas empresas do setor privado e instituições públicas de ensino e pesquisa para o desenvolvimento e teste de motor movido a biocombustível, demonstrando o grande potencial que essa fonte renovável e menos poluente possui. O estudo também contempla a combinação com o hidrogênio verde. A fabricante de motores FPT Industrial, que pertence ao grupo italiano Iveco, a fabricante de autopeças brasileira MAHLE Metal Leve, junto com a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), a Universidade Estadual Paulista (UNESP) e a Universidade Federal do Pará (UFPA) se uniram no projeto que promete dar mais competitividade à matriz energética nacional.

Nos próximos três anos, um motor FPT F1C Bi-Fuel cedido pela marca será testado pelas instituições utilizando etanol ou biometano, separadamente, além de hidrogênio verde (H2), para operação em modo dual-fuel, bem como comparações em aplicações de veículos híbridos, resultando em uma base sólida de inovação.

O projeto, intitulado “Motor bi-fuel de alta eficiência a etanol e biometano para aplicação em veículos comerciais leves: testes experimentais, hibridização, dual-fuel com H2 verde e análise da pegada de carbono”, visa a atender a realidade do transportador brasileiro, com um motor bi-fuel de alta eficiência que possa ser futuramente utilizado por veículos comerciais leves.

A metodologia do projeto consiste na criação de modelos matemáticos que serão utilizados para caracterizar e prever o comportamento da operação do FPT F1C com etanol e biometano, auxiliando na definição de componentes e hardware. As análises computacionais contribuirão para que se alcance a melhor homogeneidade da mistura ar-combustível. Atividades de calibração também serão realizadas buscando a maior eficiência de conversão de combustível. Na sequência, o motor será testado no centro tecnológico da MAHLE em Jundiaí (SP).

A iniciativa reforça a proximidade da FPT Industrial com o mundo acadêmico, que forma os engenheiros do futuro, e reafirma o compromisso da marca em prover soluções multienergia, desta vez com o FPT F1C, integrante da Série F1 de motores. Ao todo a iniciativa envolve 15 integrantes, entre alunos e profissionais das universidades, FPT Industrial e MAHLE.

“Com etanol, biometano, além de estudos da utilização de hidrogênio verde, exploraremos todo o nosso potencial de matriz energética regional com baixa pegada de carbono, permitindo uma vantagem competitiva rumo à meta do Iveco Group para zerar as emissões de carbono até 2040”, afirma o diretor de engenharia da FPT Industrial, Alexandre Xavier.

Para a UNIFEI, que em breve inaugurará um novo centro de produção de H2 verde em sua sede em Itajubá (MG), a nova parceria firmada com a FPT Industrial representa uma singularidade, como parte da pesquisa e desenvolvimento do Programa Rota 2030.

“O projeto atenderá uma demanda do transporte brasileiro, considerando o uso de etanol e biometano, representando o equilíbrio ideal sob aspectos econômico, logístico, técnico e ambiental, além de promover o fortalecimento da rede de pesquisa entre as Instituições Científicas e de Inovação Tecnológica (ICTs) e empresas”, aponta um dos coordenadores do projeto, prof. Dr. Christian Coronado, da UNIFEI.

Os recursos do projeto são da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), responsável por coordenar a Linha V (Biocombustíveis, Segurança Veicular e Propulsão Alternativa a Combustão) do Programa Rota 2030.

Biometano brasileiro

O head do Tech Center South America da MAHLE Metal Leve S.A., Everton Lopes, enfatiza o grande potencial de disponibilidade do biometano no Brasil, proveniente de diversas fontes, que apoiará o país no alcance dos seus compromissos na redução das emissões de gases do efeito estufa.

“Considerando que atualmente uma grande parte da matriz energética brasileira do transporte é composta por diesel fóssil, desenvolver soluções alternativas deve ser uma prioridade. O desenvolvimento do motor bi-fuel é um importante progresso rumo a descarbonização. A parceria da MAHLE com a FPT Industrial, associada a competências das universidades parceiras, será um fator de sucesso, garantindo a aplicação da tecnologia no mercado no futuro próximo”, diz Lopes.

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