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Geocélulas prometem revolucionar obras de infraestrutura no país

Método foi apresentado em palestra do professor José Orlando Avesani Neto, promovida pela DTG

Estruturas presentes na natureza serviram de inspiração para uma importante inovação na construção de rodovias, canais, muros de contenção e outros tipos de infraestrutura. Trata-se da geocélula, arcabouço tridimensional fabricado a partir de material sintético que vem servindo de base pavimentações ou concretagens. Há semelhanças com o formato de colmeias e outras manifestações naturais, mas sua função é bastante técnica e se propõe a dar mais resistência e prolonga a vida útil das obras, conforme explicou o professor da USP José Orlando Avesani Neto, em palestra no Clube de Engenharia.

O especialista explicou as diferentes aplicações dessa tecnologia no evento “Geocélulas para Obras de Infraestrutura Rodoviária“, promovido pela Divisão Técnica de Geotecnia (DTG). Ele explicou como os testes vêm comprovando a alta resistência e durabilidade desse tipo de confinamento. Seu uso começou nos Estados Unidos, em testes para construção de pista de uso aeroespacial na década de 1970. No entanto, ganhou depois espaço em serviços de Engenharia mais comuns, como a construção de rodovias.

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Professor José Orlando Avesani Neto

No Brasil, seu uso ainda é pouco difundido, mas pode ser mais propagado diante da necessidade de redução dos custos de manutenção. Tendo em vista que 90% da malha viária do território do país sequer é pavimentada, essa inovação se mostra de enorme potencial. Mesmo com o preenchimento das células com materiais comuns, como brita e areia, essas estruturas são capazes de exercer com bastante eficiência a proteção do subleito dos terrenos.

“As geocélulas têm inspiração na natureza, onde há vários exemplos de padrão celular. Ele tem algo bastante interessante, que é o baixíssimo consumo de material associado a uma resistência e rigidez”, explicou o professor.

Em obras de contenção e de controle contra erosão estão demonstrando grande eficiência na estabilização mecânica dos solos. Mas seu potencial para obras portuárias, aeroportuárias e ferroviárias, além das rodovias, podem revolucionar a construção de infraestrutura de transportes. Mas do que economia na construção, a solução promete redução de custos na manutenção das vias, o que é um importante desafio para o país.

“O DNIT gasta 90% do orçamente com manutenção. É talvez fruto de um olhar muito de curto prazo. Temos que ter um olhar diferente. Gastar pouco na implantação e gastar muito na operação talvez não seja a melhor opção de engenharia”, defendeu o professor.

A palestra contou com o apoio da Bidim Wavin, com sede em São José dos Campos (SP), fabricante de geossintéticos, que fez uma apresentação de suas principais aplicações. Segundo a empresa, os projetos que aplicam esse método podem ter redução de até 50% no custo da obra e de 40% no tempo de execução, além de maior durabilidade.

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