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Governo prepara novo PAC com maior foco em infraestrutura social e ambiental

Nelson Barbosa, diretor do BNDES. Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

Nelson Barbosa, diretor de Investimento do BNDES, diz que o banco quer ampliar a margem de recursos captados junto a investidores internos e externos privados

O governo federal prepara para o início de julho o lançamento da nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que marcou o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2007. Neste terceiro mandato, a ideia é repaginar a iniciativa dando maior espaço para a participação do setor privado e incorporando novas diretrizes socioambientais. Parte dessa nova orientação foi antecipada pelo diretor de Investimento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o ex-ministro Nelson Barbosa, em entrevista à jornalista Míriam Leitão, na GloboNews. Segundo ele, além de ter maior foco em infraestrutura social e ambiental, serão incrementadas as PPPs (Parcerias público-privadas) e concessões.

O banco, segundo Barbosa, vai captar junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), ao Banco de Desenvolvimento da China e ao Banco dos BRICS recursos que haviam sido oferecidos ao Brasil e o governo Jair Bolsonaro (PL) ignorou. “Somando tudo dá US$ 5 bilhões que estavam na mesa com taxas competitivas”, declarou ele.

O ex-ministro acrescentou que uma das metas é tornar o BNDES menos dependente do dinheiro do Estado brasileiro. “O Brasil está muito bem colocado para o modelo do desenvolvimento sustentável. Nós temos uma matriz energética com fontes renováveis com muito potencial. Temos o que em economia chamamos de ‘vantagem do atraso’. A gente tem muita coisa a ser feita ainda em termos de eficiência energética, adaptação das cidades inteligentes, e que podem ter um volume menor de emissões. Somos uma democracia e isso não é pouca coisa. Uma democracia que tem um sistema público de educação, de saúde, e uma política de transferência de renda”, disse o diretor, segundo relata Míriam Leitão em artigo publicado nesta quinta-feira (15) no jornal O Globo.

O novo PAC, com lançamento previsto para 2 de julho, contará com maior participação da iniciativa privada. A previsão é que o governo aposte mais em PPPs para deslanchar os projetos e faça concessões de energia, rodovias, manutenção de hospitais e recuperação de escolas públicas.

Ele afirmou na entrevista que o BNDES vem buscando a captação de recursos no Brasil e no exterior. “O BNDES é um banco e um banco pode lançar papéis. A gente já pode lançar letra financeira, só que isso paga imposto. O Brasil tem dois títulos que não pagam imposto, letra de crédito imobiliário e letra de crédito agrícola. A gente está propondo que haja também a letra de crédito do desenvolvimento, para que o banco possa emitir e a pessoa física investir sem pagar imposto. Com isso, a gente pode investir, e repassar toda a desoneração para o tomador final. Então, a taxa poderá sair mais baixa, sem depender do Tesouro. O BNDES andando com as próprias pernas. É o que os bancos de desenvolvimento fazem em vários países”, declarou.

“Então tem muita intenção de investimento, tem muita empresa procurando o banco, consultando sobre financiamento e esperando. Acho que, como todo mundo, aguardando uma definição melhor do quadro econômico, principalmente da taxa de juros, para tomar a decisão de investir. Por isso, a gente está otimista e acha que dá para recuperar a taxa de investimento do Brasil, que hoje está em 18%, mas pode ir para 21%. Como foi no passado”, afirmou.

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