INB assina contrato com Amazul referente a projeto básico da segunda fase da Usina de Enriquecimento

Presidente da INB, Carlos Freire Moreira, e diretor-presidente da Amazul, Newton Costa, assinam contrato

Projeto permitirá ao Brasil ser autossuficiente no enriquecimento de urânio

A Indústrias Nucleares do Brasil – INB assinou no fim de julho um contrato com a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul) para a prestação de serviços de engenharia para o desenvolvimento do projeto básico referente à segunda fase da implantação da Usina de Enriquecimento Isotópico de Urânio da Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende (RJ). A assinatura aconteceu durante a cerimônia de comemoração de 20 anos da criação da Diretoria Técnica de Enriquecimento Isotópico da INB, na FCN.

A Usina de Enriquecimento Isotópico de Urânio está sendo implantada de forma modular, em duas fases. A primeira, que foi concluída no final de 2022, conta com 10 cascatas de ultracentrífugas em operação, destinadas ao enriquecimento de urânio, que é utilizado na produção do combustível para as usinas nucleares nacionais. O empreendimento permite à INB atender a 70% da demanda das recargas anuais de Angra 1, reduzindo seu grau de dependência na contratação do serviço no exterior.

Com a segunda fase de implantação, denominada Usina Comercial de Enriquecimento de Urânio (UCEU), a INB deverá operar com mais 30 cascatas de ultracentrífugas, o que garantirá ao Brasil a autossuficiência no enriquecimento de urânio. A previsão é de que, até o ano de 2033, a empresa tenha capacidade de atender, com produção totalmente nacional, à demanda de combustível de Angra 1 e de Angra 2 e, até 2037, às necessidades de Angra 3.

De acordo com o presidente da INB, Carlos Freire Moreira, assinar o contrato no dia da comemoração de 20 anos da criação da diretoria, que abriga o projeto da UCEU, é um marco. “É a certeza e a afirmação da vontade de todos os envolvidos a darem continuidade a esse processo que é muito importante para o Brasil. Esse empreendimento deve ser motivo de orgulho, não só para os trabalhadores da INB, mas para todos os brasileiros, visto que o enriquecimento isotópico de urânio é uma tecnologia de ponta e 100% nacional, desenvolvida pela Marinha do Brasil em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares”, ressaltou.

O diretor-presidente da Amazul, Newton Costa, destacou a importância da parceria com a INB, já que a UCEU dará à empresa autonomia para fornecer o elemento combustível para as usinas de Angra, assim como para outros projetos nacionais.  “E isso contribui para diversificar a matriz e garantir a segurança energética do País com energia limpa, com impactos positivos no enfrentamento das mudanças climáticas”, afirmou. Costa também falou sobre a vasta experiência da equipe da Amazul que vem se preparando há cerca de dois anos para começar a trabalhar no projeto da UCEU.

A Fundação Parque de Alta Tecnologia da Região de Iperó e Adjacências (Fundação PATRIA) participa como fundação de apoio, realizando a gestão administrativa e financeira do contrato.

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