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Matrículas em Engenharia na rede privada caíram quase pela metade

Levantamento do Semesp mostra que cursos presenciais em instituições particulares tiveram drástica redução de alunos entre 2014 e 2020

Levantamento feito Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), com abrangência nacional, mostra que entre 2014 e 2020 houve uma queda de 44,58% no número de alunos matriculados em cursos presenciais de Engenharia da rede privada. O número contrasta com o aumento no quantitativo da rede pública, que cresceu 7,29% no período. A queda foi muito mais acentuada do que a de todos os cursos de ensino superior privados em geral, que foi de -19,5%.

Os dados foram publicados na última segunda-feira (30/01) pelo jornal Valor Econômico, que em sua reportagem ressalta a necessidade de formação de profissionais da área para que o Brasil possa retomar o crescimento econômico. Segundo a publicação, o número de matriculados em cursos de Engenharia na rede privada em 2020, cerca de 400 mil alunos, voltou ao patamar de 2011, época em que havia altas taxas de crescimento do PIB e a procura por essa carreia estava em crescimento.

O diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, declarou ao jornal que a queda pode ser atribuída a vários fatores. “O ambiente macroeconômico levou a queda no poder aquisitivo, dificultando para o aluno pagar um curso de engenharia, que tem uma mensalidade maior. Houve a paralisação das obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] que afetou as construtoras e, consequentemente, houve uma redução na oferta de empregos de engenharia civil“, disse Capelato

Outro fator que pode ter contribuído para o fenômeno, segundo o diretor-executivo, é a drástica queda do Fies (programa de financiamento estudantil público), a partir de 2015. Isso porque os cursos de Engenharia têm mensalidades mais altas do que a média, segundo a reportagem. Até 2015, quando a presidente Dilma Rousseff sofreu impeachment, as engenharias também eram priorizadas nesse tipo de financiamento.

A reportagem do jornal Valor também destaca que a procura por cursos de ensino a distância de Engenharia teria subido de forma vertiginosa. Entre 2010 e 2020, o número de matrículas nessa modalidade saltou de 3.783 para 120.148 alunos.

O levantamento mostra que desde 2015 o segmento presencial perdeu 14,1% dos alunos e a EAD teve um crescimento de 46,1% no número de estudantes no período. São cursos mais baratos e que na maioria das vezes não proporcionam a mesma qualidade, tendo em vista a necessidade de aulas práticas presenciais em laboratório ou com atividades em grupo, por exemplo. “Um ponto relevante é que nos cursos presenciais de Engenharia, cerca de 60% dos alunos têm até 24 anos. No EAD, a idade varia de 30 e 59 anos. Em geral, são pessoas que já estão no mercado de trabalho e buscam um diploma para melhorar renda”, declarou Capelato.

As especialidades mais procuradas pelos universitários brasileiros são a Civil e de Produção, que juntas representam praticamente a metade das matrículas. Elas também sofreram forte queda entre 2015 e 2020. Segundo levantamento a primeira caiu 34,7% e a segunda 24,2%, também como reflexo da crise econômica. Já em engenharias de computação e biomédica,  áreas  que estão em alta no momento, houve um crescimento de 73% e 48,3%.

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