Movimento Engenharia pela Democracia condena taxa básica de juros elevada

Grupo da sociedade civil se soma a outras entidades que vêm alertando sobre os prejuízos da manutenção da Selic nas alturas

O movimento Engenharia pela Democracia (EngD) se somou a outras entidades que vêm se manifestando contra a exorbitante taxa básica de juros estabelecida pelo Banco Central. O gupo, que reúne estudantes, técnicos e técnicas, engenheiras e engenheiros, profissionais e professores de Engenharia, alerta para os efeitos deletérios para a economia da manutenção da Selic em 13,75% ao ano. Em termos reais, descontada a inflação, o índice é considerado o mais alto do mundo.
“Os profissionais da engenharia também veem diminuir as possibilidades de atuação, em prejuízo do desenvolvimento de novas tecnologias e suas aplicações para aumentar a produtividade e contribuir na reconstrução do Brasil, em particular com sua reindustrialização.”, diz o manifesto.
Desde junho do ano passado, a taxa permanece no mesmo patamar, mantido após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada no último dia 22/03. Em comunicado, o órgão chegou a ameaçar eleva a Selic diante da conjuntura internacional. A decisão vai de encontro com apelos do governo federal pela redução para a retomada do crescimento ecômico e até de empresários, economistas e entidades como a CUT e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Antes da reunião, até o economista estadonidense Joseph Stiglitz, laureado com o Prêmio Nobel, criticou a atual taxa. Ao participar de um seminário no BNDES, no Rio de Janeiro, ele classficou os juros brasileiros como “chocantes” e equivalentes a uma “pena de morte”.

Leia abaixo a íntegra do manifestado do EngD:

Menos juros, mais desenvolvimento!
A “Engenharia pela Democracia” – EngD – soma-se ao clamor nacional repudiando a decisão lesa pátria do Banco Central de manter a taxa básica anual de juros em 13,75%, que inviabiliza a retomada de crescimento da economia do país, conforme denunciam as entidades representativas dos empresários e trabalhadores.

Corresponde a uma espantosa taxa de juros de mais de 8% acima da inflação, absolutamente fora dos padrões internacionais.

Nesses patamares a taxa de juros desestimula o crediário a que muita gente recorre para ter uma vida mais confortável, abala ainda a declinante ocupação do parque produtivo nacional. É o incentivo desvairado ao rentismo, não só de bancos e milionários, mas até mesmo de empresas que, para obter bom retorno do capital monetário que dispõem, veem maior ganho depositando o dinheiro em títulos públicos do que na produção de bens e serviços.

Com o maior juro real do mundo ficam comprometidas a retomada do desenvolvimento do país, a geração de emprego e renda, e o atendimento dos direitos da população a melhores condições de vida.

Os profissionais da engenharia também veem diminuir as possibilidades de atuação, em prejuízo do desenvolvimento de novas tecnologias e suas aplicações para aumentar a produtividade e contribuir na reconstrução do Brasil, em particular com sua reindustrialização.

Menos juros, mais desenvolvimento, mais engenharia, mais soberania!

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