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Nova versão do Minha Casa, Minha Vida deve reaquecer setor da construção

Rio de Janeiro - A presidenta Dilma Rouseff inaugura mil imóveis do programa Minha Casa Minha Vida nos condomínios Mikonos e Santorini, em Santa Cruz (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Meta é retomar obras paradas e construir mais 2 milhões de moradias, o que foi bem recebido por entidades da indústria

O relançamento do Minha Casa, Minha Vida pelo governo federal nesta terça-feira (14/01) trouxe uma maior dose de ânimo ao setor da Construção Civil. No período em que funcionou entre 2009 e 2020, o programa chegou a responder por quase 80% das das novas unidades habitacionais construídas no país, índice que caiu para cerca de 50% a partir da criação do Casa Verde e Amarela. Além de regras mais favoráveis para a faixa de menor renda, os projetos devem agora ser aprimorados com técnicas mais sustentáveis. 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou a Medida Provisória que recria o programa numa cerimônia na Bahia. A prioridade será o atendimento da Faixa 1, voltada para famílias com renda bruta de até R$ 2.640 mensais. A meta é retomar obras paradas e contratar 2 milhões de moradias até 2026. 

Na avaliação do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, o retorno do MCMV é positivo. “É um mercado que estava desativado e vai aquecer”, frisou. Para Martins, o programa pode compensar a eminente baixa de financiamento da caderneta de poupança. “O diálogo que for estabelecido, a gente tem certeza de que será bom para todo mundo”, disse o presidente da CBIC.

A entidade defende melhorias técnicas e operacionais no programa, que pode ganhar uma feição mais sustentável. Há a ideia de construir casas com painéis fotovoltaicos nos telhados, por exemplo.

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) também elogiou a retomada do programa e destaca a volta da Faixa 1. Antes o limite era de R$ 1.800. A MP também dá a essa faixa o benefício do subsídio. O limite máximo de renda das famílias comprarem imóveis através do programa é de R$ 8 mil.

“O setor deve continuar com um bom desempenho neste ano, gerando empregos e contribuindo para que muitos brasileiros possam realizar o sonho da casa própria. O retorno do programa Minha Casa, Minha Vida tem um papel fundamental neste cenário pois amplia o acesso das famílias mais carentes à moradia, contribuindo no combate ao déficit habitacional e na inclusão social para a população de menor renda”, afirma o presidente da ABRAINC, Luiz França.

Entre as novidades do programa, estão as metas:

  • Atender também famílias em situação de rua
  • Atualização das faixas de renda e aumento do incentivo
  • Inclusão das modalidades de locação social e moradia urbana usada
  • Melhor localização dos empreendimentos, que estarão mais bem localizados, mais próximos de comércio, serviços e equipamentos públicos

A segunda edição de Clube de Engenharia em Revista traz matéria que trata do déficit de moradias e da necessidade de o país adotar política habitacional de interesse social, que pode ser lida no link.

Foto em destaque: Fernando Frazão/Agência Brasil.

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