Paulo Alcântara Gomes recebe o título de Professor Emérito da Escola Politécnica da UFRJ

Ex-reitor da Universidade é ex-conselheiro do Clube de Engenharia

Com a presença da comunidade acadêmica e de autoridades de entidades da Engenharia, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou a cerimônia de entrega do título de Professor Emérito ao ex-reitor da UFRJ e professor da Escola Politécnica da UFRJ Paulo Alcântara Gomes, ex-conselheiro do Clube de Engenharia. A emerência aconteceu no fim de junho, no Salão Nobre do Centro de Tecnologia (CT).

As propostas de títulos de Professor Emérito da UFRJ devem ser submetidas ao Conselho Universitário, previamente, e devem ser objeto de parecer favorável, minuciosamente justificado, discutido e aprovado pela Congregação (ou equivalente) da Unidade (ou Órgão Suplementar) proponente e também de aprovação pelo Conselho de Centro. Paulo Alcântara teve o seu nome aprovado por unanimidade pelo Conselho Universitário para receber o título de emérito da instituição, no dia 27 de abril, a partir de proposta originada na Escola Politécnica da UFRJ.

A cerimônia de entrega do título foi conduzida pelo reitor da UFRJ em exercício, Carlos Frederico Rocha, que compôs a mesa oficial, juntamente com a diretora da Escola Politécnica da UFRJ, Cláudia Morgado; o decano do CT, Walter Suemitsu; os ex-reitores da UFRJ, Adolpho Polillo e Alexandre Pinto Cardoso; e Nelson Maculan Filho, que foi o orador. A Comissão de Honra foi composta por Aquilino Senra, Benjamin Ernani Diaz, Eduardo Qualharini, Flávia Moll, Richard Stephan e Sandoval Carneiro, e Paulo César Caetano.

“Hoje, a UFRJ saldou uma dívida com a própria UFRJ. Essa emerência já deveria ter sido realizada há muito tempo. Trata-se de um professor que conseguiu dar o seu melhor tanto na Escola Politécnica quanto na Coppe. Todos os prêmios que o Paulo Alcântara ganhou no Brasil e no exterior, demonstram a sua profunda dedicação, não somente à Educação, mas também à Engenharia, pois ele continua contribuindo mesmo depois de aposentado da UFRJ. É uma honra para todos nós tê-lo como membro da congregação”, destacou a diretora da Escola Politécnica, Cláudia Morgado.

Estiveram presentes para prestigiar o momento solene Carlos Antônio Levi da Conceição, ex-reitor da UFRJ; Paulo Alonso, reitor da Universidade Santa Úrsula; Sidney Mello, ex-reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF); Nival Nunes, ex-reitor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ); Gisele Vieira, vice-diretora do Cefet/RJ e representando a Diretoria da ABENGE; Cláudio Luiz Baraúna, ex-diretor da Escola de Engenharia da UFRJ e ex-decano do CT; Afrânio Gonçalves Barbosa, decano do Centro de Letras e Artes da UFRJ; e Roberto Medronho, novo reitor da UFRJ, que vai comprir o mandato de julho de 2023 a julho de 2027.

Graduado em Engenharia Civil pela antiga Escola Nacional de Engenharia, atual Escola Politécnica, e com mestrado e doutorado em Ciências em Engenharia Civil, ênfase em Estruturas pela Coppe/UFRJ, Paulo Alcântara ocupou diversas funções ao longo de sua trajetória na UFRJ, entre elas: diretor da Coppe (1978-1982); chefe de Departamento de Mecânica Técnica da Escola de Engenharia (1975-1977), atual Departamento de Estruturas; coordenador do Programa de Engenharia Civil da Coppe (1976); diretor-adjunto para o Desenvolvimento Tecnológico e para Novos Empreendimentos da Escola de Engenharia (1982-1985); vice-diretor da Escola de Engenharia (1982-1985); sub-reitor de Ensino para Graduados e Pesquisa (1985-1991); vice-Reitor (1991-1994) e reitor da UFRJ (1994 e 1998).

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“Dou maior destaque ao exercício da reitoria da UFRJ, pelos desafios enormes, como, por exemplo, a luta por recursos que permitam o funcionamento das atividades acadêmicas, o apoio ao crescimento da pós-graduação, o fortalecimento das atividades de extensão, tanto em programas de natureza social, como na articulação universidade-empresa e o compromisso com a igual distribuição de oportunidades”, contou o homenageado.

Enquanto esteve à frente da Coppe, Paulo Alcântara também lembrou o ambiente inovador trazido por ela para as universidades brasileiras, com um modelo novo de pós-graduação, pela introdução do tempo integral, e também pelo fortalecimento da ideia de uma universidade capaz de contribuir fortemente para o desenvolvimento.

Também participou dos Conselhos de Ensino de Graduação (CEG), do Conselho de Ensino para Graduados e Pesquisa (CEPG) e do Conselho Universitário, foi presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, presidente do SEBRAE/RJ, presidente da Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro e presidente da Associação Brasileira de Educação em Engenharia. Ao longo de sua carreira recebeu diversas condecorações e prêmios, entre eles: Medalha da Ordem do Mérito Científico; a Ordem das Palmas Acadêmicas, do governo da França; e o prêmio Manuel Rocha, concedido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Lisboa a pesquisadores e engenheiros.

Mas, segundo ele, sua maior realização foi ter sido professor dos cursos de graduação da Escola Politécnica, por cerca de 30 anos. “Lá, aprendi a dar valor à formação científica dos engenheiros, tive a oportunidade de contribuir para a reforma curricular dos cursos de engenharia, a partir da Resolução 48/76, do então Conselho Federal de Educação. Participei da reestruturação do Departamento de Mecânica Técnica, que se fundiu com o Departamento de Estruturas, e transitei como docente de Resistência dos Materiais, Isostática e Mecânica pelos cursos de Engenharia Civil, Naval, Mecânica, Elétrica e Produção. Foi um importante aprendizado, de grande valor para a minha vida profissional e pessoal”, revelou.

O homenageado teve suas características destacadas por colegas da Universidade durante a cerimônia de outorga. O professor Aquilino Senra, que conhece Paulo há 40 anos declarou:

“O Paulo antes de tudo é um grande amigo, uma pessoa que dedicou a vida à UFRJ. Ele foi um gestor que colocou o seu tempo livre e a liberdade que tem dentro da profissão para resolver problemas da instituição. Eu tenho uma grande admiração por ele. Hoje, a UFRJ reparou uma ação tardia, na presença de seis reitores.”

Já o professor emérito Nelson Maculan Filho resumiu: “Ser professor emérito é a coisa mais importante que alguém que já trabalhou na Universidade pode ser. Eu tenho vários títulos, mas é que eu mais prezo. Fiquei muito contente”.

No fim da cerimônia, o homenageado agradeceu:

“O título de Professor Emérito, embora honorífico, representa muito na carreira de um professor universitário. Ele é concedido, ouvidos o departamento de origem do professor, a congregação da Unidade, o Conselho de Coordenação do Centro e o Conselho Universitário. Ele traz em seu bojo uma forte dose de simbolismo, porque representa a confirmação do compromisso entre o docente e a universidade, de juntos continuarem a realizar ações que propiciem a constante melhoria da qualidade do ensino, a consolidação da pesquisa realizada nos seus laboratórios, e considerada como um dos fatores determinantes para o desenvolvimento do país, e a efetiva contribuição à eliminação das desigualdades sociais e regionais. A emerência é uma forma de manter o professor vinculado à universidade. Dessa forma, ela é para mim, motivo de grande honra e alegria”.

Assista aqui o seu depoimento ao projeto Memória Oral:

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