Petrobras anuncia nova estratégia comercial para o preço dos derivados

Empresa acaba com política de paridade de importação e vai orientar valores cobrados pelo diesel e a gasolina de olho na competitividade e maior estabilidade nos reajustes, o que já se reflete nos preços

A Petrobras anunciou oficialmente nesta terça-feira (16/05) uma mudança na sua política de preços para o diesel e a gasolina, derivados produzidos em suas refinarias. A partir da aprovação pela Diretoria Executiva (DE) da nova estratégia comercial, acaba a Paridade por Preço de Importação (PPI) e entra em vigor nova linha de precificação em que o valor leva em conta a capacidade produtiva no território nacional, o objetivo de ser competitiva no mercado interno e a busca por uma maior estabilidade nas cobranças.

Após a confirmação da mudança, a estatal anunciou uma redução de 12,6% no preço da gasolina, 12,8% no diesel e de 21,3% no gás de cozinha.

A estratégia comercial será calcada em referências de mercado como: o custo alternativo do cliente e o valor a ser priorizado na precificação e o valor marginal para a Petrobras. O custo alternativo do cliente contempla as principais alternativas de suprimento, sejam fornecedores dos mesmos produtos ou de produtos substitutos. Já o valor marginal para a Petrobras é baseado no custo de oportunidade dadas as diversas alternativas para a companhia dentre elas, produção, importação e exportação do referido produto e/ou dos petróleos utilizados no refino. 

“Com essa estratégia comercial, a Petrobras vai ser mais eficiente e competitiva, atuando com mais flexibilidade para disputar mercados com seus concorrentes. Vamos continuar seguindo as referências de mercado, sem abdicar das vantagens competitivas de ser uma empresa com grande capacidade de produção e estrutura de escoamento e transporte em todo o país”, afirmou o Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. 

O anúncio encerra a subordinação obrigatória ao preço de paridade de importação, mantendo o alinhamento aos preços competitivos por polo de venda, tendo em vista a melhor alternativa acessível aos clientes. “Nosso modelo vai considerar a participação da Petrobras e o preço competitivo em cada mercado e região, a otimização dos nossos ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável”, declarou o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser.  

A precificação competitiva mantém também um patamar de preço que garante a realização de investimentos previstos no Planejamento Estratégico. A Petrobras está procurando reforçar, com isso, seu compromisso com o interesse público, com seus clientes, que passam a contar com maior previsibilidade, e com os investidores, que terão confiança na sustentabilidade financeira a longo prazo da empresa. Há a expectativa de que a estatal aproveite melhor a capacidade de suas refinarias, que hoje estão subutilizadas.

Dinâmica de reajustes 

Os reajustes continuarão sendo feitos sem periodicidade definida, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio. 

As decisões relativas à estratégia comercial continuam sendo subordinadas ao Grupo Executivo de Mercado e Preço, composto pelo Presidente da companhia, o Diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados e o Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores. 

Os ajustes de preços de diesel e gasolina continuarão a ser divulgados nos canais de comunicação aos clientes e no site da companhia (precos.petrobras.com.br), onde também são disponibilizadas informações referentes à sua parcela e dos demais agentes na formação e composição dos preços médios de combustíveis ao consumidor. 

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