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Primeira engenheira negra do Brasil faria 110 anos

A paranaense Enedina Alves Marques foi uma desbravadora e recebeu homenagem do Google nesta sexta-feira (13/01)

Primeira mulher negra a se formar em Engenharia no Brasil, Enedina Alves Marques completaria nesta sexta-feira (13/01) 110 anos. A pioneira era curitibana e seu feito é tão importante que o Google a homenageou através do Doodle, imagem fixada por 24 horas acima na página inicial do buscador da internet. Ela se formou em 1945 pela Faculdade de Engenharia da Universidade Federal do Paraná e foi também a primeira mulher engenheira do estado.

Enedina nasceu na capital paranaense em 13 de janeiro de 1913. Ela trabalhou como empregada doméstica e babá para terminar o Ensino Médio e tornou-se professora depois de se formar. Ingressou no curso de Engenharia Civil em 1940. Seu desafio de frequentar a faculdade foi tanto de ordem econômica quanto cultural. Sofreu discriminações por ter sido a única mulher entre 32 homens, mas venceu os obstáculos.

Ela se tornou auxiliar de engenharia na Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas, depois de formada. A engenheira foi chefe de hidráulica, chefe da divisão de estatísticas e do serviço de engenharia do Paraná, na Secretaria de Educação e Cultura do Estado. No ano seguinte, o governador Moisés Lupion concede transferência para o Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica.

Enedina trabalhou no Plano Hidrelétrico do estado e atuou no aproveitamento das águas dos rios Capivari, Cachoeira e Iguaçu. Através desses projetos, demonstrou valiosa competência técnica. O principal projeto em que atuou foi o da Usina Capivari-Cachoeira, que é a maior central hidrelétrica subterrânea do sul do Brasil, atualmente é chamada de Usina Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, em Antonina.

A engenheira tinha que se impor para supervisionar as obras em que trabalhou ou em levantamentos topográficos. Segundo pesquisadores, ela usava macacão e precisava até andar armada para impor respeito. Há relatos de que em caso de ameaças, disparava para o alto.

Enedina morreu em agosto de 1981, aos 68 anos, vítima de um infarto. Morava sozinha e não deixou filhos. Por sua perseverança e competência, foi homenageada no livro infantil “Enedina Marques: Mulher Negra, Pioneira na Engenharia Brasileira”, escrito pela professora pós-doutora em estudos interdisciplinares sobre mulheres, gênero e feminismos Lindamir Salete Casagrande.

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