Rio Innovation Week vai até esta sexta-feira no Píer Mauá

Rio de Janeiro (RJ) - Rio Innovation Week começa nesta terça-feira (3) e vai até sexta-feira (6), no Píer Mauá, na região central da cidade do Rio de Janeiro. Foto: Rio Innovation Week

Maior evento de inovação e tecnologia da América Latina acontece no Rio de Janeiro e conta com centenas de expositores e palestrantes

Considerado o mais completo evento de inovação e tecnologia da América Latina, o Rio Innovation Week (RIW) acontece até esta sexta-feira (06/10), no Píer Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro.Rio Innovation Week vai até esta sexta-feira no Píer Mauá ebcRio Innovation Week vai até esta sexta-feira no Píer Mauá ebc

Toda a programação do evento prevê a realização de 30 rodadas de conferências simultâneas, com a presença de cerca 2 mil palestrantes. Está prevista a participação de mais de 350 empresas e instituições de pesquisa, e expectativa de público superior a 130 mil pessoas, nos quatro dias de atividades, que começaram na terça-feira (03/10).

Neste último dia de evento, está confirmada a presença de Graça Machel, considerada uma das mais importantes ativistas africanas, ex-primeira-dama da África do Sul e viúva de Nelson Mandela, que dará palestra às 13h30. Outra palestra que será muito concorrida é a de Marc Randolph, fundador e primeiro CEO da Netflix, prevista para as 15h. Na quarta-feira, foi concorrida a fala da cantora Anitta, que chegou a causar tumulto no espaço.

A participação de Margareth Dalcolmo, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e pesquisadora da Fiocruz, sobre Como o Negacionismo Afetou o Controle da Pandemia e o que Aprendemos com Isso, também foi destaque.

Estreando no Rio Innovation Week este ano, o palco Back2Black trará assuntos como desenvolvimento econômico, empreendedorismo, inovação, negócios e cultura preta. O objetivo é reunir um elenco de grandes personalidades para fomentar temas e discussões e gerar oportunidades com as pautas raciais no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo. O empreendedorismo social, a economia das comunidades e a cultura e o entretenimento conduzidos por líderes da cultura preta do Brasil e do mundo farão parte da programação.

Mudanças climáticas

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou na abertura do evento, terça-feira, o papel do governo federal no enfrentamento à crise climática. No seu discurso, ela afirmou que as mudanças do clima não são um problema do futuro, mas já causam danos graves ao país.

“A Amazônia vive uma das maiores secas da história, resultado da combinação de dois fenômenos simultâneos: o El Niño e o aquecimento do Atlântico Tropical Norte. Em algumas regiões, o leito dos rios já está seco e inviabiliza a navegação. Essa alteração na temperatura das águas pode ter provocado a mortandade de botos e tucuxis que habitam o Lago Tefé, causando uma tragédia ambiental de grandes proporções na região do Médio Solimões”, afirmou. 

Entre as ações do governo federal para adaptação do país à crise climática, a ministra descreveu programas do MCTI voltados à bioeconomia, reindustrialização em bases verdes e energias alternativas, apontando como o Brasil pode aproveitar seus recursos para gerar riqueza e inclusão sem a exploração da floresta. 

“A biodiversidade possui potencial genético e constitui a maior possibilidade de gerar riqueza e inclusão social sem destruir a floresta e envolvendo as comunidades que nela habitam. A bioeconomia pode impulsionar a reindustrialização do Brasil em bases verdes, oferecendo alternativas de baixa emissão de carbono, agregando valor para toda a cadeia produtiva”, disse. 

Luciana Santos também lembrou o lançamento da Rede de Descarbonização, Mobilidade e Logística pelo ministério e a Embrapii e a participação das agências de fomento em programas como o Rota 2030, que incentiva novas tecnologias no setor de transporte.

“Mais recentemente, lançamos a Rede de Descarbonização, Mobilidade e Logística com a perspectiva de preparar o Brasil para a agenda da mobilidade do futuro, que inclui veículos autônomos, mais conectados e sustentáveis. Portanto, temos a compreensão do papel do MCTI de conectar a produção do conhecimento com o desenvolvimento de soluções inovadoras”, concluiu. 

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