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Startup de Curitiba ganha prêmio com micro hidrelétrica

Empresa paranaense já instalou mais de 50 unidades geradoras de energia pelo país, aproveitando pequenas quedas d’água

Uma empresa de Curitiba (PR) criou uma nova alternativa para a geração de energia no país, que está ganhando mini usinas hidrelétricas espalhadas pelo território. A startup Hidreo Energy Solutions desenvolveu um modelo que pode ser usado em pequenos terrenos e já abastece desde residências a pequenas propriedades rurais. A inovação foi uma das contempladas com o prêmio brasileiro Design for a Better World, promovido recentemente pelo Centro Brasil Design (CBD).

Os engenheiros mecânicos paranaenses Juliano Rataiczyk e Felipe Wotecoski desenvolveram o protótipo da micro usina “caseira” e realizaram a primeira instalação em 2018, mas só em 2020 lançaram de fato o produto no mercado. Para ser viável, é preciso que o terreno possua uma queda d’água de pelo menos 12 menos de altura. O equipamento, no entanto, consegue gerar até 720 quilowatts-hora mensais, podendo abastecer quatro a cinco casas ou até três propriedades rurais. Além do design inovador, um dos motivos para a premiação do CBD foi o fato de o modelo não agredir o meio ambiente.

Segundo os engenheiros, desde o início da operação já foram instaladas mais de 50 micro usinas em dez estados brasileiros, entre eles Minas Gerais e Santa Catarina. O sucesso e o aumento da procura fizeram com que a empresa lançasse um novo modelo, o mini, feito para atender a apenas uma unidade consumidora e que pode ser utilizado em quedas menores, a partir de dez metros.

“Entre as vantagens da mini usina estão o menor tamanho e o valor que é menos da metade do da nossa micro usina. Além disso essa mini usina precisa de uma fonte de água de apenas 2 ou 3 litros por segundo, o que permite sua instalação em locais onde a outra usina não pode ser instalada por questões técnicas”, declarou Wotecoski à reportagem do jornal Tribuna do Paraná.

Com o custo da tarifa de energia elétrica nas alturas, a solução inovadora, além de não contribuir com a produção de gases do efeito estufa, é benéfica para o bolso dos compradores. Isso porque o retorno pelo investimento é rápido. São necessários cerca de R$ 20 mil para o modelo maior e de R$ 8,5 mil para o menor. Ambos são equipados com baterias.

Nesse vídeo um dos fundadores da startup mostra como o modelo funciona:

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