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Transpetro deve voltar a construir navios no Brasil e gerar mais emprego

De acordo com o novo presidente da subsidiária da Petrobras, Sérgio Bacci, a Transpetro planeja retomar a construção de navios no país

De acordo com o novo presidente da subsidiária da Petrobras, Sérgio Bacci, a Transpetro planeja retomar a construção de navios no país e tem como meta entregar a primeira embarcação até o fim do atual governo. A empresa criou um grupo de trabalho com 60 dias de duração para avaliar a demanda de navios da Petrobras, os custos envolvidos e os estaleiros disponíveis.

Bacci teve reuniões em Brasília com o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) para discutir a situação de estaleiros envolvidos em casos investigados pela operação Lava Jato e a possibilidade de que esses grupos participem de licitações novamente. Além disso, foram debatidos modelos de licitações simplificados, como o utilizado pela Marinha na contratação de corvetas.

A privatização da Transpetro foi cogitada durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, mas não foi adiante. Bacci destacou a importância da construção naval nacional para gerar empregos e oferecer condições melhores de negociação para a Petrobras em relação aos preços pagos pelos navios afretados. O presidente ainda não se encontrou com o presidente Lula, mas a construção naval foi tema da primeira reunião que teve com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que também está em diálogo com a Casa Civil, de Rui Costa.

Nova frota verde de navios para o setor de óleo e gás

O presidente da subsidiária da Petrobras, Sérgio Bacci, anunciou que a Transpetro retomará a construção de navios no Brasil e espera entregar a primeira embarcação até o final do mandato presidencial. Para avaliar a demanda de navios da Petrobras, os custos e os estaleiros disponíveis, a empresa criou um grupo de trabalho com duração de 60 dias. Bacci se reuniu com o Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral da União para avaliar a situação de estaleiros investigados na operação Lava Jato e a possibilidade de participarem de licitações.

O executivo destacou que a construção nacional terá influência direta nos preços pagos pela Petrobras aos navios fretados, pois dará à empresa melhores condições de negociação. A intenção é criar uma “frota verde” com tecnologias de redução de emissões de carbono e financiada pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), com participação do BNDES nas discussões do grupo de trabalho.

Não há previsão de retorno do antigo Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), mas o novo programa deve focar na continuidade e ser parte das obras prioritárias de infraestrutura a ser anunciado pelo governo.

Crescimento da Transpetro e novos clientes

O líder destacou que a empresa petrolífera continuará sendo a maior cliente, mas apontou que o acréscimo da frota pode gerar chances de disponibilizar barcos para outras empresas. “Existem diversas operadoras no Brasil que precisam de navios”, afirmou.

No momento, a Transpetro possui 26 navios próprios, com uma média de oito anos de idade. Bacci frisou que a quantidade de barcos da empresa diminuiu nos últimos anos, apesar do crescimento na produção de petróleo no país.

Além disso, destacou que as embarcações próprias da companhia foram construídas dentro do antigo Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef).

A empresa opera também 10 navios aliviadores afretados. Ao falar sobre o assunto, Bacci indicou que essa pode ser uma das prioridades da retomada da construção nacional.

O executivo ressaltou a importância de construir aliviadores de bandeira nacional para evitar que possíveis problemas geopolíticos afetem o descarregamento de petróleo.

“É de grande importância possuir os próprios navios aliviadores para que possamos atender a nossa controladora, mesmo em caso de problemas eventuais”, disse.

Novos concursos

Com a possibilidade de privatização descartada, a Transpetro planeja abrir novos processos seletivos para admissão de colaboradores.

Segundo o presidente, a previsão é de que os editais sejam divulgados ainda neste ano. Além disso, a empresa busca aumentar a diversidade em seus quadros e promover a ascensão de mulheres a cargos de liderança.

Nesse sentido, Bacci afirmou que a companhia está trabalhando em propostas para auxiliar a Petrobras no combate ao assédio sexual.

Fonte: Texto publicado originalmente por O Petróleo.

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