Editorial: A RETOMADA DA ENGENHARIA NACIONAL

A RETOMADA DA ENGENHARIA NACIONAL

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O Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) anunciado pelo governo em agosto, com investimentos de R$ 1,7 trilhão, acende a esperança de uma retomada dos projetos sociais e de desenvolvimento num país estagnado nestes últimos anos. Com parcerias do Governo Federal, estados, municípios, setor privado e movimentos sociais, pretende-se “gerar emprego e renda, reduzir desigualdades sociais e regionais em um esforço comum e comprometido com a transição ecológica, neoindustrialização, crescimento com inclusão social e sustentabilidade ambiental”. Desafios ambiciosos que não podem deixar de passar por uma retomada geral da engenharia em sua tarefa de dar suporte às obras e de incorporação das novas tecnologias digitais.

Em um novo cenário mundial de disputas geopolíticas, guerras, rearranjo energético, defesas ambientais e reafirmações da democracia, o país vem ganhando reconhecimento internacional, motivando e incentivando investimentos locais, e demonstrando um protagonismo na tentativa de pacificação de acordos em benefício de melhores condições globais no combate às desigualdades sociais e mitigação da pobreza.

Neste número, os destaques ficam exatamente na disposição das empresas e entidades nacionais em assumir essas oportunidades de retomada do desenvolvimento capitaneadas pela Petrobras. Ao completar seus 70 anos, a petroleira mostra vitalidade para recompor sua atuação de líder mundial na tecnologia de prospecção de petróleo e de fomentadora de cadeias produtivas nacionais que geram emprego e alimentam o desenvolvimento e a inovação.

No campo internacional, as discussões se concentram nas formas de regular as grandes plataformas digitais, as Big Techs. Por aqui, o PL 2630/2020, em tramitação nas casas congressuais, busca traçar normas e mecanismos para controlar e estabelecer regras que contenham estes grandes conglomerados, de forma a manter a soberania perante as leis brasileiras. 

No segmento de atuação local, em evento no Clube de Engenharia, com a presença de representante do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, mesmo depois de décadas de iniciativas infrutíferas na recuperação da Baía de Guanabara, novas perspectivas na compreensão de sua restauração vêm se mostrando viáveis pelo acúmulo do conhecimento dos ecossistemas e das atividades humanas no seu entorno.

No restante da revista, procuramos complementar estes destaques, com matérias de maior teor técnico e também de conteúdo humano e de eventuais curiosidades na engenharia. Tudo isso, no intuito de dar ao leitor uma abordagem agradável que o informe e o instigue a buscar maiores aprofundamentos na reafirmação do papel fundamental da engenharia na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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Bio: Diretoria do Clube de Engenharia.

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