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O papel da Engenharia é destaque na palestra de John Boright, no Science20

Representante da Academia de Ciências dos Estados Unidos ressalta a importância dos engenheiros para que as pesquisas se revertam em real benefício da sociedade em evento que reuniu entidades científicas dos países do G20, no Rio

Nos dias 11 e 12 de março, representantes de academias nacionais de ciências dos países que compõem o G20 se reuniram no Rio de Janeiro para debater temas como Inteligência Artificial, Bioeconomia, Transição Energética, Saúde e Justiça Social, sob a coordenação da Academia Brasileira de Ciências (ABC). O evento proporcionou uma maior integração entre as instituições, ajudou a fortalecer a importância da pesquisa e inovação, mas também  expôs os enormes desafios não só para o progresso científico como para que as descobertas sejam de fato postas em prática e resultem em benefícios socioeconômicos. Merece destaque o alerta do Diretor Executivo do Escritório de Relações Internacionais da US Nacional Academies (Academia de Ciências dos Estados Unidos), John Boright, pontuando uma lacuna na fala dos palestrantes anteriores. Ele apontou a necessidade de valorização do papel da Engenharia nesse processo, ponto de vista que vai ao encontro do que defendeu o presidente do Clube de Engenharia, Márcio Girão, em palestra em evento promovido anteriormente pela FINEP.

“Aqui há algumas coisas que ainda não foram ditas e sugiro que possamos pensar sobre isso. Acho que não ouvi a palavra Engenharia nesse encontro e engenharia é a forma como as coisas vão mudar”, declarou Boright.

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John P. Boright, diretor-executivo do Escritório de Assuntos Internacionais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos

O tema do evento foi “Ciência para a Transformação Global” e o representante da Academia Americana enriqueceu o debate mostrando o quanto os avanços necessários vão além do campo das pesquisas científicas. É preciso que as inovações não só cheguem de fato até as pessoas como atendam suas necessidades. São desdobramentos que, segundo ele, dependem de um elo importantíssimo dessa cadeia, que é o engenheiro. Apesar de sua formação em Ciências Exatas, são profissionais capazes de compreender as questões sociais envolvidas na aplicação da tecnologia e não deixam também de ter desafios próximos da arte, devido à criatividade envolvida.

“Quando a Academia foi criada foi a primeira que foi criada como consultiva e honorífica. E deveria aconselhar sobre qualquer assunto de ciência ou arte. Arte era o nome dado em 1864 para habilidade, engenharia e experiência e para fazer as coisas realmente acontecerem. Não sei como fazer este comentário mas para nós da Academia a engenharia é uma arte muito importante e penso que precisamos de alguma forma transmitir que estamos falando  de pessoas que realmente traduzem ideias em interação. E de várias maneiras a Engenharia não é algo popular visto pelos jovens”, declarou Boright.

São diretrizes que também podem fazer diferença na política para desenvolvimento industrial do país, conforme explicou o presidente do Clube de Engenharia, Márcio Girão, em palestra durante o seminário “Neoindustrialização em novas bases e apoio à inovação nas empresas”, realizado pela FINEP.

Ele participou da mesa “Indústria e Universidade” e citou vários exemplos de inovações tecnológicas de grande relevância, que concretizaram o elo entre a pesquisa e a aplicação prática, através da contribuição da Engenharia.  É o caso da criptografia assimétrica, do forno de micro-ondas, dos chips presentes em computadores, celulares e em hoje em dia em quase todos os aparelhos, além da música em mp3. Mas no Brasil há também avanços que já foram alcançados graças a esse modelo, como a descoberta do Pré-Sal pela Petrobras. Só com o empenho de pesquisadores do Cenpes, que se aliaram aos engenheiros dos campos de operações em águas profundas, foi possível localizar e comprovar a presença dos poços abaixo da camada de sal.

“Em qualquer área onde a tecnologia atua, sem ciência, sem inovação e sem engenharia, não há desenvolvimento. Este é o tripé. O desafio, portanto, não é apenas a integração universidade-indústria, mas da inovação com a engenharia”, ressaltou Girão.

Assista aqui à fala de John Boright:

Assista aqui à palestra de Márcio Girão:

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