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Museu Nacional conta com união de esforços na sua reconstrução

Museu Nacional conta com união de esforços na sua reconstrução

Museu Nacional conta com união de esforços na sua reconstrução
ODS da ONU

Projeto vem avançando até com a ajuda de outros países, mas falta de aportes ainda gera preocupação

Desde que sua sede foi parcialmente destruída em 2018, o Museu Nacional vem lutando para se reerguer. A mais antiga instituição científica do país, fundada em 1818, conta com uma  união de forças para a restauração do Palácio de São Cristóvão, o incremento de seu acervo, a reforma de sua biblioteca e a construção de um novo campus. São instituições e pessoas de diversos países que vêm se empenhando para que o público volte a visitar as exposições de história natural e antropologia numa relíquia da Quinta da Boa Vista. Mas, apesar da ajuda de vários lugares, há preocupação com relação à falta de recursos para a execução.

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O início da soma de forças para essa reconstrução se deu com a criação do projeto Museu Nacional Vive (MNV), que reúne a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Instituto Cultural Vale. A cooperação entre essas instituições conta com o apoio financeiro do BNDES, que tem sido fundamental nessa fase, bem como verba de emenda orçamentária da Bancada Federal do Rio na Câmara dos Deputados e do Ministério de Educação (MEC).

Essa cooperação já permitiu o avanço das obras de recuperação estrutural do Palácio e o início da construção do Campus de Pesquisa e Ensino num terreno de 44 mil metros quadrados, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, também em São Cristóvão, em um anexo. Apesar da violência das chamas que consumiram milhares de itens da coleção na noite do fatídico 2 de setembro de 2018, as paredes do prédio resistiram ao fogo.

Além de ações emergenciais custeadas pelo MEC para a estabilização do palácio, em 2021 iniciou-se oficialmente a reconstrução, com a recuperação de esquadrias externas, cobertura, reforço e condicionamento das alvenarias e reforços estruturais dos vãos.

“Houve uma comoção nacional e internacional que gerou essa mobilização. Foi feito um desenho de governança que envolve o Comitê Executivo, o Comitê Institucional, o Grupo de Trabalho de Segurança e Sustentabilidade. Essa estrutura vai permitir executar o projeto e já desenhar um modelo de gestão com sustentabilidade financeira pós-inauguração, em 2027”, explica Lúcia Basto, arquiteta que coordena o projeto.

Nesse processo, as ações já são pensadas com vista à proposta de levar conhecimento ao público. É uma gestão em que cada ação é discutida visando o tripé da arquitetura, museografia e conteúdo. Não é à toa que ficou decidido, por exemplo, que 31 esculturas em mármore de carrara que adornavam a fachada serão substituídas por réplicas para que essas relíquias possam ser vistas de perto em exposição. São procedimentos e decisões que contam também com a assessoria do Iphan, outro órgão que participa dessa força-tarefa em prol do museu. Outra parceria do projeto é a da Associação Amigos do Museu Nacional (SAMN), responsável pela restauração do bloco frontal do palácio. A recuperação da fachada principal já foi concluída e as obras, inauguradas em setembro.

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Enquanto preparam o restauro e o reforço da estrutura do palácio, o museu mais antigo do Brasil estuda a adoção de soluções tecnológicas nas exposições e novo ordenamento das salas. O diretor Alexander Kellner ressalta que já foram doados mais de mil itens para a recuperação do acervo, mas não é suficiente para a montagem das exposições permanentes, que tratarão dos temas Universo e Vida, Diversidade Cultural e Ambientes Brasileiros. Há plano também de dedicar parte dos espaços para a memória do palácio, que serviu de moradia para a Família Real durante o Império. A campanha #Recompõe busca atrair doações para esse enriquecimento.

Portugal e Alemanha também estão contribuindo com a recuperação da instituição e firmando cooperações. Mas a atenção ao Museu ainda está muito longe da merecida e contrasta enormemente com o apoio recebido pela Catedral de Notre Dame, em Paris, também incendiada. A relíquia francesa já recebeu o aporte de quase 1 bilhão de euros para sua restauração.

“Nós estamos muito preocupados com a situação da Lei Rouanet. Isso pode vir a ser um empecilho, inclusive com o dinheiro prometido. São novas regras que não ajudam a cultura. É um ponto de atenção porque ela estabelece limites que não fazem sentido para uma reconstrução tão importante como a do Museu Nacional”, alerta Kellner.

Além do BNDES, o banco Bradesco e a Vale já se comprometeram a patrocinar a restauração, mas o novo limite para os projetos incentivados, que agora é de R$ 1 milhão causa preocupação. Outro ponto de atenção é a demora na liberação da prometida ajuda oferecida pela Alerj de R$ 20 milhões. Ao todo, o projeto custaria R$ 380 milhões, sendo que R$ 245 milhões já estariam prometidos, mas ainda faltam garantias para o aporte. A união de esforços vai precisar, portanto, de mais adesões.

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